O Diário de Barretos
Publicidade
O Diário Interativo
Artigo

Distrofia Muscular de Duchenne

Copiar linkCompartilhar no WhatsApp
Mariana Gerolin Fiori estudante do 2º período do curso de Medicina da FACISB, orientada 
pelo prof. Otávio Costa Vincenzi
Mariana Gerolin Fiori estudante do 2º período do curso de Medicina da FACISB, orientada pelo prof. Otávio Costa Vincenzi

A distrofia muscular de Duchenne (DMD) é uma doença genética que afeta os músculos do corpo. Ela acontece por causa de uma alteração em um gene responsável pela produção de uma proteína chamada distrofina, que ajuda a manter os músculos fortes e funcionando corretamente. Essa doença é mais comum em meninos, mas algumas meninas que carregam o gene alterado também podem apresentar sintomas.

A DMD é a doença muscular hereditária mais comum, e os primeiros sinais geralmente aparecem entre os 3 e os 6 anos de idade. A criança pode apresentar fraqueza muscular, principalmente nas pernas, no quadril e nos ombros. As panturrilhas podem parecer maiores do que o normal, e também podem ocorrer dificuldades de aprendizagem e problemas no coração.

A doença avança aos poucos e causa uma perda gradual da força muscular. Entre os primeiros sinais estão o atraso para começar a andar, dificuldade para subir e descer escadas, quedas frequentes e a necessidade de apoiar as mãos nas pernas para conseguir se levantar do chão. Com o passar dos anos, as atividades do dia a dia tornam-se mais difíceis. Em muitos casos, por volta dos 12 anos de idade, a pessoa passa a precisar de cadeira de rodas para se locomover. Além disso, os músculos responsáveis pela respiração também podem enfraquecer, fazendo com que seja necessário algum tipo de auxílio para respirar.

Embora a DMD ainda não tenha cura, existem tratamentos que ajudam a melhorar a qualidade de vida e aumentar a expectativa de vida das pessoas que convivem com a doença. Esses tratamentos também podem retardar a perda da força muscular. Por isso, identificar a doença o mais cedo possível é muito importante, pois permite iniciar os cuidados adequados rapidamente. O acompanhamento deve ser feito por diferentes profissionais da saúde e pode incluir medicamentos, novas formas de tratamento que atuam nos genes e outras medidas para ajudar a manter os músculos funcionando pelo maior tempo possível.

Notícias Relacionadas

Publicidade
COMITIVA LATERAL
Publicidade
COMITIVA RODAPÉ