Reflexão barretense antes das eleições

A cidade aumentou não tão bem como rezou o padre André com fé no Rosário, nem como profetizou o padre Cesar na Catedral.
Nada foi tão calmo como sonhou o chefe Sandoval, ilustrou o poema de Nidoval, nem como anotou a espiral de Menezes, inspirou a crônica de Nho Frô e a imagem colorida na tela da Leonor.
A cidade da gente, que manifesta contente renovada esperança, que pensa e alcança, quer um futuro seguro e um passado puro. Inventar uma política para o bem comum que seja bom sem jejum e sacrifício.
A cidade da gente que tanto disse Monteiro, dom José rezou o terço inteiro, Nadir queria democracia primeiro e Andrade na peça descreveu o tempo verdadeiro.
Pensar no campo, nas estradas rurais, ipês, seringueira e cana, imaginando como é bacana seguir a viagem, com amor e confiança na providência divina.
Pensar no centro, nos buracos do asfalto e novo caso de assalto, imaginando como é legal encontrar a ética leal, com fraternidade e certeza da misericórdia da Santíssima Trindade.
Toda eleição – local ou geral – convida a retomar o passado, assimilar o presente e discernir o amanhã, sem omissão, sem covardia e sem ilusão, acolhendo o bom tom do chão de uma vida bela.







