Os cristãos diante das urnas eletrônicas

Dom Leomar Brustolin é arcebispo de Santa Maria. Atual Presidente da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética, o artigo sobre o cristão diante das urnas é oportuno, preciso e objetivo. O arcebispo gaúcho afirmou que “as eleições são um momento importante da vida democrática”. O cristão participa desse processo não apenas para exercer um direito, mas assumir uma responsabilidade. A primeira atitude cristã diante das eleições é a liberdade interior. Nenhum partido, candidato ou projeto político realiza plenamente o Evangelho”.
- A Igreja não pertence a governos, partidos ou ideologias: ela atravessa os tempos porque sua missão é anunciar Jesus Cristo, testemunhar o Evangelho e servir à pessoa humana.
Dom Leomar Brustolin deu uma explicação que serve para gaúchos e barretenses, paulistas e brasileiros: “O cristão pode fazer escolhas políticas diferentes de outros cristãos e, ainda assim, permanecer unidos pela mesma fé. A política necessita de competência, capacidade administrativa, honestidade, responsabilidade e disposição para o diálogo. Nenhum candidato será perfeito. A eleição também não deveria romper a convivência social”.
O arcebispo completou observando que o voto cristão não pergunta somente: “o que será melhor para mim?”, mas também: “o que poderá contribuir mais para uma sociedade justa, pacífica e solidária?” A Igreja não existe para escolher governantes no lugar dos cidadãos. Sua tarefa é ajudar a formar homens e mulheres capazes de decidir responsavelmente diante de Deus e da própria consciência.
A frase de dom Leomar Brustolin é lapidar: As eleições passam. O Evangelho permanece. Domingo, dia 25 de outubro, festa de São Frei Galvão e eleição no segundo turno no Brasil.







