A vitória da militância e da máquina

Lula perdeu as eleições em Barretos, mas o crescimento de sua votação na 21ª Zona Eleitoral mostrou as razões de sua vitória nacional, conquistando a reeleição para um quarto mandato.
Lula saltou de 19.752 votos em 4 de outubro para 25.149 sufrágios em 25 de outubro. Foi de 31,80% dos votos válidos no primeiro turno para 38,71% no segundo turno.
A estratégia eleitoral petista foi muito diferente, fazendo com que a soma geral no país assegurasse a vantagem perdida inicialmente. A arrogância deu lugar a militância. A virada foi provocada pela mudança da campanha, que exigiu um partidário ativo, participativo e incansável. Foram para as ruas e para as redes sociais. As medidas de governo foram providenciais, passando de uma gestão fragilizada para medidas econômicas impactantes.
Flávio Bolsonaro teve 37.186 votos no primeiro turno e 39.182 no segundo turno em Barretos. Aumento de 2 mil votos. Lula aumentou em mais de 5,3 mil votos nas urnas barretenses. O medo da derrota, o jogo eleitoral e as despesas de governo foram combustíveis para atingir a vitória.
Em termos nacionais, a diferença foi registrada em Minas Gerais, distanciando a postura do eleitor dos demais estados do Sudeste. Os mineiros decidiram a favor de Lula. O Nordeste em geral e a Bahia em especial fizeram a diferença.
A diferença nacional revelou um país dividido. A campanha 2026 reacendeu expressão de um senador: “em eleição feio é perder”. Lula ganhou.






